ADMINISTRANDO

MOTIVAÇÃO: EMPREGADO OBJETO

20, Maio/2008 · Nenhum Comentário

Mudanças sempre acontecem nas organizações. Com certeza você já passou por mudanças no ambiente de trabalho. No entanto, o que difere o processo de mudança entre cada organização é como o personagem principal (porém, nem sempre reconhecido como tal) da mudança, o ser humano, é trabalhado.

Ouvi um relato de uma empresa na qual está acontecendo uma mudança em seu quadro funcional. Nessa empresa, a parte administrativa está repleta de pessoal de cargos operacionais e correm os rumores que os empregados desviados de função irão retornar aos trabalhos na operação, independente de estarem desempenhando bem como administrativos. Mas se são tantos operacionais na administrativa, como a empresa irá preencher de imediato o vazio que irá ficar? Não pergunte para mim.

Acontece que muitos dos que estão desviados estão a exercer atividades adiministrativas a anos, já até desaprenderam como se faz nas operações. Contudo, são exímios especialistas nas questões administrativas e todos os procedimentos envolvidos. Ainda por cima, foram esses operadores que tiraram o setor administrativo do sufoco a um certo tempo atrás, e nem foram reconhecidos por isso. Mas agora serão despejados de onde já estão perfeitamente adaptados por um simples capricho da empresa. Foram considerados objetos, empregados objetos.

Ao agir dessa forma, uma organização imprime para o funcionário a imagem de que ele não é nada além de um objeto dentro da empresa, tal qual uma mesa ou um computador, e que não tem serve para nada a não ser para o que a corporação mandar. O que ele pode oferecer, seu potencial e seus anseios, não contam. Ele é o que a organização quer que ele seja, não o que ele pode ser.

Enquanto existirem empresas que acreditam nesse tipo de política autoritária e insensível, a motivação no ambiente de trabalho ainda será um conceito difícil de se entender e atingir. Enquanto os colaboradores forem apenas peças inanimadas em um tabuleiro, nunca será possível trazer felicidade e realização para dentro do trabalho. Felizmente, nem todas as empresas pensam assim, e existem casos onde as pessoas são colocadas onde realmente deveriam estar: no topo das prioridades da gestão.

A empresa do exemplo, recomendaria que tentasse, pelo menos, ouvir a opinião dos empregados que estão para ser transferidos. Com certeza os argumentos deles iriam fazer a organização pensar um pouco e verificar se a medida usada é realmente a melhor. Poderiam chegar a um denominador comum, diminuindo o desgaste da mudança e a insatisfação dos empregados como também aumentando a produtividade dos que ficariam por que se sentirem melhor na administrativa e dos que encarariam a operação como mais um desafio engrandecedor para sua carreira. É aquela velha história: conversando é que a gente se entende!

Categorias: Administração
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