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Entradas do Outubro 2007

VENDAS: A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE VENDE

31, Outubro/2007 · Nenhum Comentário

Nas minhas andanças por aí, passei por uma loja que nem parecia ser uma loja. Só percebi que se tratava de uma assistência técnica de celulares após insistir em ver os detalhes. Parecia um depósito de carcaças de celular.

Havia naquele estabelecimento um balcão sujo, equipamentos velhos e defasados, produtos encardidos e um meliante, quer dizer, um atendente, com os pés emcima de uma mesa, de cara fechada. Naquele momento eu não estava procurando uma loja daquele tipo, mas se estivesse não entraria naquela de jeito nenhum.

Ainda existe gente que, por mais incrível que pareça, não acredita que uma boa impressão passada para o cliente pode fazer com que ele seja atraido para a loja. Chega-se até ao caso em que uma pessoa que não está buscando por aquele determinado produto, ao se encantar com a beleza da arrumação da vitrine, lembra que já precisou de um daqueles e entra para conferir ou que o vizinho já esteve procurando por um produto semelhante e decide indicar aquela loja.

Já uma vitrine mal arrumada passa logo de cara a imagem de desleixo para o possível cliente. Ao ver que o estebelecimento expõe produtos antigos e de forma desorganizada, com um vendedor que mais parece um mecânico de caminhão de beira de rodovia, o mesmo passa de possível para impossível cliente. E aí fica o dono do negócio se perguntando porquê seu empreendimento deu errado.

A primeira impressão é a que vende. Isso deveria estar na cabeça que todo gestor, seja de um pequeno, médio ou grande empreendimento. Quando se trata de vendas, mostrar uma boa imagem é garantir metade do processo de compra. A outra metade vai ser concluída com a competência da empresa em vender corretamente.

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ADMINISTRADORES RECOMENDA O ADMINISTRANDO (UAU)!

29, Outubro/2007 · 1 Comentário

Agradeço ao amigo Leandro Vieira por ter citado o Administrando em seu blog dentro de seu site, o Administradores, que, se não é o pai, é pelo menos o tio desse humilde blog.

O link para o post do Leandro é este aqui. Clique e confira o post!

Mais uma vez, muito obrigado, Leandro! É nesse tipo de atitude que aumentamos nosso network com que também trabalha para e com a administração.

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VELLKER: OS BOLEIROS

29, Outubro/2007 · Nenhum Comentário

Esse é o nome de um filme nacional, que obteve boa aceitação do público. Relata a estória de um grupo de amigos, antigos jogadores de futebol aposentados, que, vivendo a velhice, alguns bem outros mal, se reuniam numa mesa cativa num restaurante, sempre para relembrar casos e histórias da vida. Sempre solícito, vinha o garçom a servi-los com cervejas e petiscos. E enquanto bebiam e comiam, relembravam todos os casos pitorescos acontecidos em suas vidas de jogadores, dentro e fora do campo.

Um grupo desses poderá lembrar coisas assim daqui a alguns anos. Em recente entrevista ao jornal de esportes do portal Terra, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que a FIFA jamais aceitará uma CPI, inquérito ou qualquer coisa do gênero, por qualquer entidade política brasileira. Isso referente aos gastos que a Copa do Mundo de 2014 custará ao Brasil, em construção de estádios, prédios, infra-estrutura e tudo mais. Entende-se aí que até os mais altos membros da política brasileira já estão avisados: o campo é da FIFA, quem apita no Brasil é o juiz Ricardo e os políticos até do mais alto nível são apenas espectadores, com direito a pagar, assistir o jogo e saírem quietinhos. O povo fica fora do estádio. Comprova isso o fato de que o presidente Lula e mais 9 governadores irão até Zurique na Suíca, para oferecerem todas as garantias possíveis. O que a FIFA não quer, segundo ele, é que digam quanto vão gastar, de que jeito e no quê. Gasta-se primeiro e o contribuinte paga depois.

Ao mesmo tempo, o jornal inglês “Financial Times” destaca uma reportagem de que a Copa de 2014, no Brasil, não dispõe de nenhuma instalação digna do evento nas 18 cidades em estudo, cujos prefeitos trocam cotoveladas e tapas para dizerem que suas cidades tem sim tudo o que a FIFA exige. E se não tem, construirão de qualquer jeito. Ao mesmo tempo, o jornal diz em sua reportagem que a reputação do Brasil para os especialistas do meio esportivo no mundo está corroída por corrupção e falta de estrutura. Cita como exemplo os jogos do último Pan-Americano, que apesar do brilho dos atletas, em muitas obras os custos finais chegaram a dez vezes mais do que o valor inicial previsto. Mas a FIFA já foi clara quanto a isso: ninguém diz a ela quando, quanto vai ser gasto e no quê. Gasta-se e assunto encerrado. O país sede que arque com os custos. E de um vereador até o presidente, ninguém dá nenhum palpite. Mesmo que venha a ser realizada no Brasil mais essa Copa do Mundo, evidencia-se uma submissão a interesses estrangeiros que causa revolta mesmo. Hoje, até mesmo como devem se portar os poderes da nação brasileira, um órgão estrangeiro que trata só de futebol diz e com todas as letras: gastem e não reclamem. E nosso presidente e mais 9 governadores baixam a cabeça e seguem em obediente cortejo até a sede dessa instituição. Ao menos no tempo do regime militar um presidente como Ernesto Geisel, em termos duros, criticou a posição do então presidente Jimmy Carter pelo que julgava intromissão em assuntos internos do Brasil, cancelou o acordo militar Brasil-EUA e deu início à estruturação da indústria bélica do Brasil, que a partir de 1985, foi desmontada peça por peça pelos governos que vieram depois. Dá para lembrar até hoje o sorriso do ex-presidente Fernando Collor, quando posou para fotos de jornais nacionais e internacionais, jogando uma pá de cal no poço da Serra do Cachimbo, em área militar, simbolizando que o Brasil obedecia às ordens de governos estrangeiros e deixava de lado as pesquisas autônomas no setor nuclear militar. A obediência mostrada no sorriso e no gesto envergonhavam qualquer um que se considerasse brasileiro nacionalista.

Vendo todo esse cenário de hoje e relembrando de outros em que o Brasil seguia sua próprias diretrizes, dá para imaginar uma cena parecida com a do filme “Boleiros’”, só que essa acontecendo daqui a muitos anos, em Zurique, na Suíça. Estarão em algum confortável restaurante de lá, reunidos os antigos boleiros da FIFA, contando seus casos, com volta e meia um ou outro garçom trazendo a cerveja e petiscos. E entre comentários, agradecendo a gentileza do garçom, comentarão que ele, sempre tão solícito, foi um dia presidente de uma tal de CBF, mas nunca deixou de servi-los direito. E continuarão conversando até que o próximo garçom traga o que pediram. E comentarão também, que esse último garçom, sempre tão educado, foi um dia presidente do Brasil, mas que também sempre serviu direitinho a todos eles. Mesmo que não tenham pago a gorjeta.

Vellker é o colaborador que trata sobre política no Administrando.

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