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VELLKER: O HOMEM MOSQUITO 9, Maio/2008

Posted by gabrielgalvao in Outros.
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Todos assistem no cinema e na TV os filmes do Homem-Aranha, que já se tornaram populares entre adultos e crianças. Idealizado pelos roteiristas de Holywood, o jovem Peter Parker, na vida comum fotógrafo de um jornal da cidade e oculto, o Homem-Aranha, o herói que salva a cidade de bandidos e catástrofes. O que atrai pessoas de todas as idades em seus filmes é a figura do herói. Procurando viver suas vida sem ares de arrogância ou vaidade, enfrentando seus problemas pessoais e ainda por cima, nos momentos cruciais, salvando a cidade de todo tipo de perigo. Nos primeiros dias em que descobre seus poderes, ainda extasiado, ele tem um pequena discussão com seu tio, que o criava desde que se tornara órfão e se despede dele secamente. Pouco depois, seu tio é morto em um assalto e depois de seguir e lutar com o bandido, ele aprende uma lição. Com grandes poderes, ele passa a ter grandes responsabilidades e ao mesmo tempo vive com a tristeza de relembrar a morte do tio. Devota-se de corpo e alma a ajudar a salvar a cidade de todos os perigos.

Quais pessoas não gostariam de ter um herói assim? Quais habitantes de uma grande cidade não gostariam de serem salvas por um herói desse tipo? Uma em especial se faz necessitada dele hoje. A cidade do Rio de Janeiro. De forma irônica, se na vida imaginária Nova York é defendida pelo Homem-Aranha, na vida real a cidade do Rio de Janeiro é atacada por um bando de mosquitos, pode-se dizer, liderados pelo Homem-Mosquito, no caso o espécime político que faria a admiração dos entomólogos, o anti-herói César Maia, que nas horas vagas, decide assolar a cidade com sua administração, enquanto que no resto do tempo a ataca como Homem-Mosquito.

É o que se vê dos anos de descaso que agora vem a público, dos grupos de sanitaristas desfeitos, da limpeza pública abandonada, dos postos de saúde fechados e que agora resultam em milhares de infectados e mais de 90 mortes, tudo isso sob a administração de César Maia, verdadeiro anti-herói Homem-Mosquito, que se dedica a ferroar e prostrar doentes todos aqueles que deveriam estar sob sua proteção em sua cidade. Em todo caso, os criadores do Homem-Aranha tem na figura do prefeito do Rio de Janeiro, o modelo perfeito de criminoso para suas histórias, seguido de seus cúmplices, no caso os membros do legislativo carioca, que fazem jus ao tipo.

Dessa forma, a cidade do Rio de Janeiro fica, por enquanto, condenada até a próxima eleição, a suportar as ferroadas do homem que deveria defendê-la e no entanto ataca com uma administração pavorosa, preocupado apenas em proteger seus amigos, uma verdadeira nuvem de mosquitos políticos dos mais mortais.

 

Vellker é o colaborador que trata sobre política no Administrando.

BRUNO: FACULDADES RUINS OU BEM POSICIONADAS? 8, Maio/2008

Posted by gabrielgalvao in Administração.
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Lendo sobre a reportagem do Fantástico (sim, lendo, pois no domingo estava vendo meu time ser campeão) sobre a qualidade do ensino superior no Brasil, principalmente das instituições particulares, lembrei de outra reportagem mais antiga feita pelo próprio Fantástico, mostrando um analfabeto que havia passado no vestibular de uma instituição privada. Infelizmente são coisas que acontecem, mesmo que não devessem.

Porém o ponto que eu quero ressaltar é outro, não apenas falar sobre o fato de uma criança de 8 anos ter passado num vestibular, pois sobre isso a reportagem já falou. Ao nos depararmos com um fato desses não devemos perguntar somente porque e como isso aconteceu, devemos procurar as relações entre os fatos e seus fatores. O que essa situação reflete?

O ensino superior no Brasil é atingido por uma pequena parcela da população que possuiu condição de concluir o ensino médio e procurar uma faculdade. Nesse bolo temos, na grande maioria, alunos de escolas particulares, boas e ruins, mas que tem condições de pagar por um ensino que os levará a uma faculdade, seja um cursinho, aula particular ou somente a escola. Por outro lado, temos também alunos de escolas públicas, com um ensino fraco, ausência de professores, pouca estrutura e quase nenhum estímulo, que alternaram escola e trabalho desde cedo ou cujos pais se submeteram a uma dupla jornada de trabalho, para poderem ter a oportunidade de terminarem a escola e tentarem se tornar “doutor”. Na bifurcação desses dois caminhos bem distintos temos as faculdades, algumas boas e gratuitas, outras boas e pagas, outras ruins e pagas.

A bagunça acontece agora. Os alunos com condições de estudo (ou seja, dinheiro para um bom estudo) acabam entrando nas faculdades públicas, outros alunos desse mesmo grupo entram para as faculdades pagas e boas (e caras), e aqueles alunos “guerreiros”, que sonhavam se tornar “doutores”, não vêem outra solução a não ser pagar por um ensino de baixa qualidade, porém, não abandonando o sonho antigo pelo qual lutaram a vida toda. Já o mercado de trabalho segue a mesma linha: as empresas grandes e boas escolhem os candidatos a partir de um processo seletivo concorridíssimo e selecionam os de faculdades que eles chamam “de primeira linha”. As empresas não tão boas, com remuneração não tão boa também, mas que precisam de uma mão de obra especializada (com diploma e algum conhecimento sobre a área de atuação), contratam esses profissionais formados nessas faculdades chamadas de “segunda linha”, e no final alguns formandos dessas faculdades ficam sem emprego, assim como alguns formados nas boas faculdades também, caracterizando um antigo conceito do capitalismo, explicado por Marx, chamado de “Exército de reserva” (ou seja, mão de obra excedente para eventuais substituições).

O que acontece com a educação, assim como com qualquer mercado, é que os clientes (estudantes) possuem necessidades diferentes. Uns podem ter uma educação boa de graça, outros podem pagar caro por uma educação boa e outros aceitam ter uma educação ruim, pagando menos por isso, e saem felizes, já que é melhor ter um diploma “de segunda” do que não ter nenhum. Essas faculdades enxergaram uma demanda alta por esse terceiro tipo de cliente, e escolheram seu posicionamento.

Não defendendo essas faculdades, mas apenas dando um novo ponto de vista sobre a situação, acho que a função do MEC no meio disso tudo se equivale a função do INMETRO, que é garantir um padrão técnico mínimo de qualidade para seus produtos (ou seja, para o ensino nessas instituições). O resto fica por conta do mercado. Se a empresa ou cliente quiserem um funcionário/profissional de destaque eles devem oferecer mais a essa pessoa, compensando-a pelo seu esforço/dinheiro gasto para adquirir tal conhecimento. Já se abrem mão da qualidade superior e querem pagar menos, podem apenas contratar um profissional com as qualidades mínimas para realizar tal função (já escutei casos de pessoas que não passaram para um estágio em uma empresa, pois eram “muita qualificadas”). Pura lei de mercado.

Além disso, essas reportagens esquecem um fato muito importante: não quer dizer que só porque alguém passou no vestibular que essa pessoa vai se formar. Nesse meio tempo, que dura de 4 a 6 anos em média, muita coisa acontece, muitos não suportam a pressão, e desistem ou são expulsos. E isso acontece tanto nas faculdades de primeira linha como nas de segunda.

Enfim, acho um absurdo crianças de ensino fundamental passarem em um vestibular, acho ridículo alguns métodos de seleção para as faculdades, e acho insuficiente a postura do MEC no meio disso tudo. Porém, existe um lado que poucos tocam, e que também é muito importante: o país precisa de profissionais, tanto bons quanto não tão bons, mas que são melhores do que nada, e essas faculdades estão aí para isso. Uma Coca-Cola não é igual ao uma Sendas-Cola, um Uno Mille não é igual a uma Ferrari, uma UFRJ não é igual a uma Estácio de Sá, porém todos são produtos bem posicionados, e quem atendem prontamente as necessidades do seu público alvo.

Bruno é o colaborador que trata sobre carreira e vida universitária no Administrando.

HEBER: BLOG MARKETING? 7, Maio/2008

Posted by gabrielgalvao in Administração.
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Excepcionalmente hoje o artigo do Heber Galarce vai ao ar hoje, ao invés da terça-feira.

Garimpando pela internet, encontrei uma interessante matéria que fala sobre uma forma muito nova, mas muito usada ultimamente, de marketing. Acho que vale a pena apresentá-la para quem ainda não ouvir falar nela.

Blog Marketing: a bola da vez

Hoje, entre 50 e 100 milhões de blogueiros se comunicam pela Internet, expressando idéias e experiências com produtos e compartilhando informações sobre empresas e negócios. Essa mídia revolucionária constitui-se hoje num fórum mundial. Nenhuma empresa pode se dar ao luxo de ficar de fora dessa conversa.

O maior fenômeno da Internet é a democratização das informações e a liberdade de expressão promovida pelas publicações pessoais veio para ficar. As empresas que não perceberem o poder dos blogs como ferramenta de marketing vão perder visibilidade para os concorrentes.

No futuro, o blogging será uma prática cada vez mais natural para a troca de informações entre as pessoas e as empresas. É simples: confiamos mais naquilo que as pessoas conhecidas nos dizem do que nas campanhas de publicidade promovidas pelas empresas. Se tivermos conhecimento de algo por meio de um blog, idealizado e escrito por pessoas de carne e osso, com experiências semelhantes às nossas, a tendência é confiarmos mais do que se obtivermos a informação por outro meio.

Por sua interatividade e facilidade de acesso, o blog marketing é uma ação complementar ao marketing tradicional. O blogging é baseado mais na conversa, na relação estabelecida, na forma como cativamos os interlocutores, na maneira de trocar experiências. As empresas podem se valer desse instrumento para criar experiências positivas, estabelecer um canal de comunicação e de relacionamento com seus consumidores.

Como exemplo, um caso destacado no livro Blog Marketing, de Jeremy Wright, de uma empresa que não deu a devida atenção a um comentário de um blogueiro e teve um prejuízo de mais de US$ 10 milhões. Em setembro de 2004, um jovem de São Francisco (EUA), Chris Brennan, consultor de segurança em redes e ciclista entusiasta, escreveu uma nota “Your brand new U-Lock is not safe” num fórum de ciclistas, que sua tranca de bicicleta, da marca Kryptonite (http://www.kryptonitelock.com), podia ser aberta com a ajuda de uma simples caneta esferográfica. Juntamente com sua mensagem, ele anexou um vídeo que detalhava a abertura do dispositivo anti-roubo com a caneta.

O poder do blogging multiplicou a divulgação do caso. Isso resultou num colossal golpe financeiro para a empresa, que se ofereceu para trocar as travas potencialmente defeituosas, por modelos diferentes.

Felizmente, também existem muitas histórias positivas resultantes de blogs. São empresas que abraçaram o mundo do blogging e testemunharam como resultados, uma maior visibilidade de suas marcas, a expansão significativa de seus negócios, apenas contando com a boa vontade e contribuição espontânea de seus próprios consumidores.

Eduardo Favaretto - www.imasters.com.br

 

Heber é o colaborador que trata sobre marketing no Administrando.